Carta aos eurodeputados
Segunda-feira, 1 de julho de 2013
Aos: Membros do Parlamento Europeu
Bruxelas
Caro Membro do Parlamento Europeu
Aquilo que os eurodeputados deveriam debater em vez do backloading
Enquanto se preparam para votar novamente a proposta de retirar temporariamente (backloading) 900 milhões de licenças do CELE da UE, 42 organizações, movimentos e redes fazem chegar a mensagem de que este debate desvia a atenção das verdadeiras políticas que atualmente determinam a nossa energia e, por conseguinte, a política climática na UE.
Votar a favor ou contra o backloading não faz diferença para o clima, pois o CELE da UE não conseguiu reduzir as emissões estruturais nestes últimos oito anos e é estruturalmente incapaz de o fazer. A atenção crítica deveria antes recair sobre as decisões que estão a ser tomadas quanto à política energética da UE e às infraestruturas de grande escala, que terão um impacto enorme no clima. Tais decisões farão com que os cidadãos da UE suportem o custo de projetos insustentáveis que aprisionarão a Europa na dependência dos combustíveis fósseis e dos mercados financeiros.
As políticas nocivas devem ser revertidas e substituídas por regulamentações positivas que reduzam o consumo de energia, favoreçam processos participativos na tomada de decisões e incentivem uma energia sustentável, descentralizada e renovável.
Se levam a sério o combate às alterações climáticas, é sobre isto que o plenário deveria debater. Em comparação com o impacto que estas decisões terão, a votação sobre o backloading é uma mera distração.
Segue em anexo uma declaração de duas páginas com aquilo que acreditamos serem verdadeiras medidas para combater as alterações climáticas. Pedimos-lhe que pondere os argumentos apresentados no documento em anexo e teríamos todo o gosto em reunir consigo para debater por que consideramos o CELE da UE um obstáculo à prevenção de alterações climáticas descontroladas.
Atenciosamente,



